4 de set. de 2010

Eu abri os olhos lentamente. Me virei de lado e levantei.
A janela estava fechada, passando por ela só alguns fios de Sol. Eu a abri por inteira e senti a brisa de campo que preencheu o quarto, deixando-o frio. O clima estava ótimo para um café da tarde. Comecei a rir sozinha.
- Ah. Me desculpe. Eu achei que você ainda estivesse dormindo. Bem, vá descendo, seus pais já estão tomando o café. Vou arrumar a cama. – minha avó entrou esbaforida no quarto.
- Bom dia. Tudo bem... obrigada vó...
Desci cambaleando, ainda com sono, até chegar à mesa. Assim que avistei minha família, achei um lugar e sentei.
- Bom dia gente. Mãe queria lhe propor uma coisa.
- Bom dia. – meus pais disseram em um coral perfeito. – Fale filha – ela continuou.
- Então mãe, eu liguei para o Caio ontem, a mãe dele está nos convidando para tomar um café lá em sua casa hoje. Podemos ir?
- Ah filha. Temos que ver. Hoje eu e seu pai estamos trabalhando. Mas se der ao fim da tarde nós tentamos ir o.k?
- E esse mais tarde seria...?
- Seria uma quatro da tarde.
- Está bem, eu vou ligar pro Caio avisar que vamos às quatro.
- Espere filha, não tenho certeza, tome seu café antes, ele nem deve estar acordado.
- Ele está sim, eu sei que está.
Os dois ficaram me encarando sair desesperadamente da mesa. 

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