21 de set. de 2010

Capítulo3 - Parte 2

“... - Empurre a corda para a direita. Assim você nunca vai ganhar dele. Vamos, corte a pipa dele Paula!
- Eu não consigo! Pegue-a!
- O quê?
- Ande logo! Pegue a corda. Você sim conseguirá ganhar dele!
Ele ficou me olhando com um olhar desconfiado.
- Pegue!
Caio pegou a corda e dominou a pipa facilmente. Parecia tão fácil tudo aquilo, mas eu, brincando de pipa era um desastre. Eu fiquei observando o seu velho truque. Ele mergulhou a pipa no céu e cortou a pipa de Jerry. Todos começaram a gritar e comemorar a “nossa” vitória sobre o grandalhão do Jerry. Ninguém tinha ganhado dele e para Caio, não foi tão difícil assim.
- Você conseguiu! – eu abri um largo sorriso e o abracei.
- Essa foi pra você Paula!- os olhos dele pararam nos meus. – E agora veja se aprende está bem? – ele continuo desviando o olhar.
Nós ficamos rindo por um longo tempo...”

Meus olhos se abriram. Me toquei de que estava sonhando. Uma lembrança estalou em minha cabeça e olhei para o relógio. Eram cinco horas, não estava acreditando. Eu dormi, minha avó saiu do quarto sem ao menos fazer barulho e minha mãe não me acordou. Com certeza foi de propósito.
- Mãaaaaae! – eu desci as escadas aos prantos, ajeitando o cabelo.
- O que foi querida? Sua mãe acabou de sair. – Minha avó veio ao meu encontro.
- Como assim? Nós iríamos ver o meu amigo! Aonde ela foi? Ela vai demorar?
- Eu não tenho certeza. Acho que foi ao dentista, quem sabe ela voltará rápido. – ela respondeu pegando o telefone da bancada ao seu lado e colocando em minha mão. – Ligue pra ela se quiser.
Eu peguei o telefone sem fio de sua mão com um certo desespero. Disquei o número do celular de minha mãe:
- Alô?
- Mãe!! Você disse que iríamos hoje ver o Caio as quatro horas, já são cinco. Onde você está?
- Acabei de sair do dentista. Estou indo até o banco resolver um “probleminha”.
- Mas mãe...
- Filha, nós podemos ir amanhã que é um dia mais tranqüilo, se sairmos daqui agora chegaremos lá a noite e não queremos incomodar ninguém certo? – ela me cortou rapidamente.
- Mãe, não vamos incomodar, tanto que ele que nos convidou.
- Paula, não discuta, se você quer mesmo ir terá que esperar até amanhã.
Eu baixei a bola, e senti vontade de chorar.
- Está bem mãe! MUITO obrigada! – engrossei a voz e desliguei a ligação em sua cara.
Ela não estava ajudando mesmo.

17 de set. de 2010

Te amo de todos os jeitos .

não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. 
não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. 
ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação. *-*

Capítulo 3 .

Deeeesculpa a demora pessoas, mas aqui vai uma parte do capítulo 3, desfrutem ! 

Capítulo 3: Caixa de entrada

- Caio?!
- Eu mesmo. Paula? O que foi? – ele disse num tom preocupado.
- Eu vou às quatro, essa hora está bom?
- Está ótimo.– ele disse rapidamente.
Eu ri baixinho.
- E sua mãe? Está tudo certo de irmos aí né?
- Ah! É claro. Como eu disse. Eu dou um jeito.
Ele riu num tom hilariante.
- Tchau então. Até mais tarde.
- Tchau! Beijos.
- Desculpa ter te acordado tá? – eu continuei rápido antes que ele desligasse a ligação.
- Eu não estava...
- Volte a dormir.
Eu coloquei o telefone no gancho e ri comigo mesma.
Eu subi até meu quarto para ver se minha avó precisava de ajuda.
Ela estava dormindo em minha cama, eu cheguei pulando de felicidade e acabei acordando-a.
- Desculpe vó! – eu disse num grito meio desesperado.
- Está tudo bem. – Deite aqui. Vamos conversar.
Eu achei estranho. O que ela iria querer conversar comigo? Eu fui até a cama, deitei ao seu lado. Ela me abraçou. Eu não tinha conseguido dormir direito aquela noite, e felizmente dormi, não escutei uma palavra do que ela disse. Tomara que eu não tenha perdido muita coisa. 

4 de set. de 2010

Eu abri os olhos lentamente. Me virei de lado e levantei.
A janela estava fechada, passando por ela só alguns fios de Sol. Eu a abri por inteira e senti a brisa de campo que preencheu o quarto, deixando-o frio. O clima estava ótimo para um café da tarde. Comecei a rir sozinha.
- Ah. Me desculpe. Eu achei que você ainda estivesse dormindo. Bem, vá descendo, seus pais já estão tomando o café. Vou arrumar a cama. – minha avó entrou esbaforida no quarto.
- Bom dia. Tudo bem... obrigada vó...
Desci cambaleando, ainda com sono, até chegar à mesa. Assim que avistei minha família, achei um lugar e sentei.
- Bom dia gente. Mãe queria lhe propor uma coisa.
- Bom dia. – meus pais disseram em um coral perfeito. – Fale filha – ela continuou.
- Então mãe, eu liguei para o Caio ontem, a mãe dele está nos convidando para tomar um café lá em sua casa hoje. Podemos ir?
- Ah filha. Temos que ver. Hoje eu e seu pai estamos trabalhando. Mas se der ao fim da tarde nós tentamos ir o.k?
- E esse mais tarde seria...?
- Seria uma quatro da tarde.
- Está bem, eu vou ligar pro Caio avisar que vamos às quatro.
- Espere filha, não tenho certeza, tome seu café antes, ele nem deve estar acordado.
- Ele está sim, eu sei que está.
Os dois ficaram me encarando sair desesperadamente da mesa. 
Capítulo 2: Me ligue

Meia-noite. Eu não tinha sono, já havia organizado toda a minha bagagem, precisava dormir mas não parava de pensar no Caio. Em meu quarto eu fiquei observando os quadros e detalhes que minha avó tinha confeccionado só para mim. Olhei para a escrivaninha e vi o telefone rosa chamativo aos meus olhos, se destacando no escuro. Me estiquei até o interrutor de luz mais próximo, e acendi a luz. A porta estava fechada, acho que ninguém perceberia minha insônia. Fui até o telefone, tirei-o do gancho. Disquei o número de Caio, acho que ele não se importaria, se eu o conheço, a essa hora não estava dormindo ainda.
Estava chamando.
- Alô? – uma voz rouca atendeu.
- Caio? – eu disse com medo de tê-lo acordado.
- Ai meu deus! Paula? É você mesma?
- Caio! Que saudades! É tão bom ouvir sua voz.
- Paula! Estou com muita saudade de você! É bom lhe ouvir também. Como você está?
- Estou bem. Sabe, eu me resolvi com minha avó. Meu novo quarto é um pouco apertado, mas confortável. E você, está bem?
- Que bom saber disso. Bem, estou sim, tirando o fato de estar sem você estou levando a vida.
- Caio! Não fale assim, você sabe que para mim está sendo muito difícil também, mas não dificulte as coisas.
- Eu não quis dizer nesse sentido, você não tem culpa, quis dizer que percebi que não vivo sem você, minha melhor amiga se foi.
- Ah, me desculpe. Olhe, eu vou falar com minha mãe se amanhã mesmo ela pode me levar aí. Precisamos nos ver certo? Então me ajude a pensar numa desculpa para ela me levar.
- Eu não sei.
- Pense. Não tenho muito tempo, daqui a pouco minha avó irá perceber a movimentação em meu quarto. Tenho que ir dormir.
- Eu tive uma idéia.
- Qual?
- Diga a ela que minha mãe esta convidando você e ela para vir aqui tomar um lanche, amanhã mesmo.
- Mas...
- Eu me resolvo com minha mãe. Diga somente isso e venha está bem? – ele ficou em silêncio por um tempo. – Vou procurar uma coisa. Preciso desligar.
- Hum, está bem. Eu direi a ela sua idéia. O que irá procurar?
- Você verá amanhã. Boa noite.
- Boa noite.
A ligação foi terminada.
Deitei-me em minha cama e tentei dormir.
Finalmente eu adormeci. 
Do que eu falaria ? Que assunto agradaria a todos ? Por que eu falaria de amor, de política ou algo assim se eu estou sem criatividade ? Provavelmente você  só está lendo meu blog no momento para ler o segundo capítulo do livro, então é isso que vou fazer, postá-lo(:

2 de set. de 2010

continuação(:


[...] 
- Querida, acorde! Chegamos! Entre, vá ver sua avó e conhecer nossa nova casa. – minha mãe esbanjava felicidade.


Então retribui seu sorriso alegre, levantando meu corpo dormente lentamente, pegando minha grande mala de roupas e pertences.
- Deixa que eu carrego filha! Oh meu Deus! O que você trouxe aqui dentro? – disse meu pai dando-me um beijo na testa e pegando a mala de meus braços que cambaleavam.
- Só o necessário. – murmurei saindo do carro em direção à porta da casa.
Eu passei por um caminho de pedras curto colocado no meio da grama suja com folhas. Era outono. As árvores e flores que deveriam estar enfeitando a frente da casa, estavam todas secas formando uma pequena chuva de folhas a cada ventania. Subi os pequenos dois degraus chegando à um deck simples de madeira onde havia uma cadeira de balanço, num estilo bem avó, com um gato preto dormindo, Felix, me lembro vagamente dele, eu era muito pequena a última vez que o vi.
Entrei pela porta verde de entrada, pouco desbotada.
Assim que entrei estava em um salão necessariamente grande onde se localizava a sala, e a mesa de jantar. Passei por esse salão observando os detalhes, coisas de porcelana,quadros pintados por meu avô, até fotos da família. Segui o cheiro de polenta, provavelmente minha avó estaria por lá.
Abri uma porta de vidro escura e lá estava, minha avó, na frente do fogão pegando com uma luva de cozinhar a tigela cheia de polenta. Meu prato preferido. Tinha certeza que era de propósito. Eu a encarei com um simples: oi.
Minha avó estava tão diferente, tão mais velha, faziam sete anos que eu não a via. Só nos falávamos por telefone, e ainda sim raramente. Eu a olhei de cima a baixo, fazendo um “check-up” geral. Ela estranhou a minha observada diferente mas desviou. Colocou a tigela em cima de uma bancada pequena, jogou a luva em cima da pia de mármore, e veio de braços abertos em minha direção.
Abraçou-me, um abraço tão forte, cheio amor que eu rapidamente retribui o carinho com um beijo em sua bochecha. Fazia anos que eu não sentia aquele amor de avó. Eu precisava daquilo, eu sabia, mas todos esses anos eu a ignorei, tive a vergonha na cara de nunca aparecer nem para simplesmente olhar nos olhos, estava com vergonha de mim mesma.
- Minha linda! Como você cresceu! Estava morta de saudades, passaram-se muitos anos. Como você está linda, quantos anos está? – ela disse com as mãos quentes e enrugadas em meu rosto, me libertando de seus braços. Acabara de lembrar que todos os meus aniversários foram sem festa, apenas ia na casa de Caio e comíamos cookies juntos vendo um filme que ele me dava de presente. Toda essa minha individualidade pesou em minha cabeça por alguns segundos, até que consegui voltar à realidade e responde-la.
- Também senti saudade. Estou com treze minha avó. Desculpe-me por não ter vindo te ver, agora percebo que fui boba. – uma lágrima de arrependimento caiu de meus olhos. – Eu... te... – eu admito, sou meio amarga, não me lembro de ter dito eu te amo à alguém faz anos. – Eu te amo vó. – As palavras saíram difíceis, mais era impossível não dizer isso a ela. Pela primeira vez em anos eu senti o seu abraço, o seu carinho, o seu amor, o cheiro de sua comidinha especial. Ela merecia saber que por mais que eu fosse a pior neta do mundo eu a amava.
- Minha pequenina! Eu te amo também. Não chore, você não tem culpa, você esta numa idade linda. Precisa mais é ficar com seus amigos e não perdendo tempo com essa sua velha avó. – Ela disse passando o dedo secando minhas lágrimas, e fazendo uma graça para eu abafar aquele choro. – Vamos, vamos conhecer a casa, você precisa ver se gosta do jeito que decorei o velho quarto de seu pai, especialmente para você.
- É claro. – eu disse envolvendo meus braços em sua cintura, foi um alívio eu poder pronunciar o adjetivo “vovó” sem culpa alguma.
Aqui vai o começo do primeiro capítulo do livro...


Capítulo 1: Adeus

Vi minha casa desaparecendo a cada momento que o carro se
distanciava de minha antiga rua. Caio estava sentado na calçada abanando enquanto de meu rosto saíam algumas lágrimas.
Nunca achei que sofreria tanto ao ficar longe dele. Pela primeira vez senti que não tinha mais amigos, que estava deixando toda minha vida e um futuro próspero, jogado na lixeira da rua.
Minha mãe olhou pra trás e perguntou:
- Paula, você está bem querida?
- Sim, mas e o Caio mãe? O que vou fazer?
- Acalme-se querida. Viremos visitá-lo ao longo do ano, e você fará outros amigos em Petrópolis.
Petrópolis era a cidade natal de meu pai, e a cidade onde minha avó paterna morava. Lá meu pai recebeu uma promoção – acho que foi a melhor notícia da vida dele. — Ele estava na casa de minha avó nos esperando. Gostava de vê-lo feliz, mas para mim não estava sendo tão fácil quanto parecia. Caio era meu melhor amigo desde os 2 anos de idade. Crescemos juntos. Ele era meu companheiro, o único que me entendia e sempre estava ao meu lado quando eu precisava – não era preciso nem chamar. – Ele me conhecia até a ponta dos pés.
E eu era a única amiga dele, pois na escola ele era xingado simplesmente por tirar notas boas. Sua sala era composta de completos burros, que morriam de inveja de seus 10 no boletim.
Eu não parava de pensar como ele ficaria sem minha amizade. Nós nos amávamos – como amigos claro –, uma amizade inexplicável.
Minha mãe voltou seu olho à estrada. Estávamos a duas horas de nosso destino e  não conseguia parar de pensar em como seria minha nova vida morando com minha avó em um cidade pequena, sem o Caio, sem ninguém para confiar, nem contar meus segredos.
Fiquei observando o céu, pássaros iam aparecendo, as nuvens se moviam simultaneamente e acabei adormecendo...

Tá .

Tá, esse é o primeiro post, então não vai ser lá aquelas coisas, haha.
Enfim, além de alguns textos eu vou ir postando partes do meu livro que ainda não tem título mas quando eu pensar em um descente pode deixar que eu aviso...
Então, espero que goste e prazer *-*